CONVITE | Exposição “Hĩ ea miyuishuki: a madeira me contou”

A AMAAIAC convida a todos para prestigiar a exposição “Hĩ ea miyuishuki: a madeira me contou”, que terá seu início dia 04 de agosto de 2018 na Casa dos Povos Indígenas, localizada na rua Rui Barbosa, nº 17, centro, Rio Branco-AC.

A exposição conta com a curadoria de Gisela de Andrade Brugnara, coordenadora do Laboratório de Artes e Estudos de Espaço e Cultura (LabAres) da Universidade Federal do Acre, e co-produção de Arlan Hudson. Na ocasião serão expostas e comercializadas peças artísticas entalhadas em madeira por jovens artesãos do povo Huni Kuin (Kaxinawá) e Shawãdawa.

Esta ação compõe o quadro de atividades atinentes ao projeto Artes e Ofício – Reutilização de madeira para a confecção de móveis, esculturas e outros objetos de uso, o qual parte do princípio de versar jovens indígenas em técnicas de reaproveitamento de madeiras jazidas pela força da natureza para a produção de utensílios e artefatos étnicos.

A exposição terá início no dia 04 de agosto e estender-se-á até o dia 07 de outubro de 2018.

AMAAIAC REALIZA CAPACITAÇÃO DE JOVENS NA TERRA INDÍGENA ARARA DO IGARAPÉ HUMAITÁ

Com vistas a dotar jovens indígenas de conhecimentos e técnicas de entralhe em madeiras para o reaproveitamento dessa matéria-prima, a AMAAIAC realizou entre os dias 15 e 27 de maio de 2018 duas oficinas de Artes e Ofício na Aldeia Foz do Nilo, localizada na Terra Indígena Arara do Igarapé Humaitá. As aulas contaram com carga-horária de 88hrs e alcançaram um público de 25 jovens alunos das aldeias circunvizinhas.

Para o Cacique Francisco Dantas Varela, o Doca, o presente projeto é uma oportunidade de dotar as aldeias de técnicas capazes de subverter a relação comercial que estabelecem com os ribeirinhos das adjacências e lança olhares para gestão sustentável dos recursos naturais daquela Terra Indígena.

Pra mim esse projeto é uma vitória, é a realização de um sonho. Você pode ter certeza que a gente vai dar continuidade a esse trabalho. O projeto acaba daqui a pouco, mas com a gente o trabalho vai seguir forte com esses jovens. A gente vê isso aqui como uma oportunidade de renda, de fazer girar um capital aqui nessa aldeia, aqui na Terra Indígena. Com a venda dessas peças, o artesão vai poder comprar o sabão, o café, o açúcar, a comida do dia seguinte. A gente também vai deixar de depender do Cariú [não indígena] pra ter nossos móveis. Nós mesmos vamos fazer as coisas. […] Com esse projeto a gente ta aprendendo a fazer um uso diferenciado das nossas madeiras que tavam caídas na floresta (Francisco Dantas Varela, Aldeia Foz do Nilo, 24/05/2018).

AMAAIAC PROMOVE INTERCÂMBIO ENTRE AGENTES AGROFLORESAIS INDIGENAS

Entre os dias 11 e 14 de junho de 2018, Agentes Agroflorestais Indígenas (AAFIs) estiveram reunidos no Centro Yorenka Ãtame e na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, ambos localizados no município de Marechal Thaumaturgo. Os AAFIs participantes do intercâmbio são representantes de 06 diferentes terras indígenas (TI) do Acre, sendo elas:  Terra Indígena Kaxinawá do Igarapé do Caucho, Terra Indígena Kaxinawá  Praia do Carapanã , Terra Indígena Katukina-Kaxinawá, Terra Indígena Katukina do Campinas, Terra Indígena Kaxinawá do Baixo Rio Jordão e Terra Indígena Kampa do Rio Amônia. No total, 4 diferentes povos (Huni Kui, Shanenawa, Katukina e Ashaninka) trocaram saberes e experiências sobre as ações de gestão territorial e fortalecimento da segurança alimentar de suas TIs, através do plantio  e enriquecimento de Sistemas Agroflorestais com mudas de espécies florestais e frutíferas. 

A Terra Indígena Kampa do Rio Amônia foi  escolhida como sede do intercâmbio  por ser referência pelo trabalho de gestão territorial,  preservação ambiental e uso sustentável dos recursos naturais, sendo nacionalmente e internacionalmente reconhecida. Já o Centro Yorenka Ãtame, fundado em 2007, é um espaço de diálogo, troca e difusão de saberes da floresta.  Além dos AAFIs, estiveram presentes nas atividades do intercâmbio, o presidente e o secretário da AMAAIAC, Edilson Rosa Katukina e Amiraldo Sereno Kaxinawá, respectivamente. Também esteve presente Benki Piyãko, primeiro presidente da AMAAIAC e idealizador do Centro Yorenka Ãtame.

 O Intercâmbio que teve como objetivo fortalecer a produção e a diversificação da produção familiar indígena, promovendo a segurança alimentar dos povos, é uma ação prevista no Plano de Gestão “Fortalecendo a Produção Agroflorestal Familiar Indígena do Acre. Convênio firmado entre a AMAAIAC e a Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (SEAPROF) dentro do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre – PDSA II, tendo como financiador o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID.

AMAAIAC realiza entrega de 3.230 mudas de maracujá na Terra Indígena Kaxinawá da Colônia 27

No Início do mês de Abril foi realizada a entrega de 3.230 mudas de maracujá na Terra Indígena Kaxinawá da Colônia 27, localizada no município de Tarauacá. Ao todo, 17 famílias da T.I. foram beneficiadas com o recebimento de 190 mudas de maracujá que se somaram às outras mudas já entregues em novembro de 2017. O objetivo é aumentar a quantidade de espécies frutíferas nos Sistemas Agroflorestais das comunidades, diversificando a produção e contribuindo com o fortalecimento da produção familiar Indígena.

Esta ação faz parte do plano de gestão “Fortalecendo a Produção Agroflorestal Familiar Indígena do Acre”, que visa promover a diversificação agroflorestal e a recuperação de áreas degradadas, a partir do plantio de mudas de seis espécies frutíferas (açaí solteiro, açaí de touceira, acerola, graviola, maracujá e castanha) em cinco Terras Indígenas do Acre.

O plano de gestão faz parte de um convênio firmado entre a AMAAIAC e a Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (SEAPROF) dentro do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre – PDSA II, tendo como financiador o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID.

AMAAIAC forma 47 novos Artistas da Floresta na Terra Indígena Praia do Carapanã

Outrora jazida nos roçados e igapós da região, troncos de madeira tombados pela força da natureza ganham novas formas e aspectos nas mãos dos jovens artesãos da Terra Indígena Kaxinawá da Praia do Carapanã, localizada no município de Tarauacá, estado do Acre.

As atividades de Artes e Ofício, parte fundamental do projeto intitulado “Reutilização de madeira para a confecção de móveis, esculturas e outros objetos de uso”, ocorreram, nesta etapa, na Aldeia Água Viva, a maior dessa terra indígena.

O projeto, fruto de uma conjugação de esforços entre a AMAAIAC, a Associação dos Produtores e criadores Kaxinawá da Praia do Carapanã (ASKPA), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Governo do estado do Acre, formou, entre os dias 5 e 17 de março de 2018, 47 novos artistas da floresta. Estes, durante as oficinas, participaram de debates sobre formas de reaproveitamento dos bens florestais até então desperdiçados nas adjacências da Terra Indígena, assim como também incorporaram novas técnicas para o entalhe de formas variadas na madeira.

“AMAAIAC promove oficina sobre técnicas de plantio de mudas de espécies frutíferas na Terra Indígena Kaxinawá do Igarapé do Caucho”.

Foi realizada, pela Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre – AMAAIAC, uma oficina intitulada: “Sistemas Agroflorestais: Capacitação em técnicas de plantios de mudas de espécies frutíferas” na Terra Indígena do Igarapé do Caucho. A oficina teve duração total de 8 dias, se estendendo do dia 30 de janeiro ao dia 07 de fevereiro de 2018. Essa é uma das atividades previstas no plano de gestão “Fortalecendo a Produção Agroflorestal Familiar Indígena do Acre”.

 O referido plano de gestão visa promover a diversificação agroflorestal e a recuperação de áreas degradadas, a partir do plantio de mudas de seis espécies frutíferas (açaí solteiro, açaí de touceira, acerola, graviola, maracujá e castanha) em cinco Terras Indígenas do Acre. As ações do projeto contribuem, também, com a continuidade na atuação e formação de Agentes Agroflorestais Indígenas – AAFIs. Outro ponto importante é a ênfase dada pelo plano de gestão na promoção da soberania alimentar das comunidades e na comercialização da merenda escolar regionalizada.

Ao final da execução do projeto 145 famílias terão sido envolvidas em atividades de plantio de 58.580 mudas em 72,5 hectares de áreas alteradas, promovendo a diversificação do trabalho e geração de renda. As Terras Indígenas contempladas pelo projeto são: T.I. Kaxinawá da Colônia 27; T.I. Kaxinawá do Igarapé do Caucho; T.I Kaxinawá do Baixo Rio Jordão; T.I Katukina-Kaxinawá e T.I Katukina do Campinas.

A T.I Kaxinawá do Igarapé do Caucho é a segunda menor T.I do estado do Acre. Fica localizada a margem direita do Rio Muru, no município de Tarauacá. O acesso é exclusivamente fluvial com duração de mais ou menos uma hora desde o porto da cidade de Tarauacá. A T.I possui um total de 12.317 há e é rodeada por fazendas, assentamentos rurais e pela BR364. Tem uma população total de 700 pessoas e 120 famílias e conta com 04 aldeias: 18 praias, Caucho (aldeia central), Nova Aldeia e Tamandaré.

O plano de gestão faz parte de um convênio firmado entre a AMAAIAC e a Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (SEAPROF) dentro do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre – PDSA II, tendo como financiador o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID.

Texto: Ana Cláudia Francisco Salomão

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Foto: Edilson Poá (2018) – Presidente da AMAAIAC.

AMAAIAC LANÇA NOVO PORTAL INSTITUCIONAL

Alinhada às melhores práticas de acesso às tecnologias digitais e com objetivo de proporcionar uma nova experiência na divulgação das ações institucionais, a Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (AMAAIAC) apresenta o seu novo website.

Contando com um layout mais fluido e adaptado às versões mobile como celulares e tablets, o portal foi totalmente redesenhado e agora está mais atrativo, moderno, com navegação mais simples, intuitiva e com um conteúdo informativo tanto para os visitantes quanto para os nossos parceiros.

Entre as novidades estão a interação com as mídias sociais, o acréscimo de novas publicações na seção dedicada e a apresentação da plataforma nos idiomas português, inglês, espanhol e alemão.

Novas informações serão incluídas ao longo das próximas semanas. Enquanto isso, navegue, conheça as novidades e diga-nos o que achou.

Haux!

Texto: Arlan Hudson

“AMAAIAC promove formação e fortalecimento econômico-cultural dos Povos Indígenas na Terra Indígena Kaxinawá do Rio Jordão”

Entre os dias 13 e 25 de novembro de 2017 foram realizadas as primeiras oficinas de artes e ofício na Aldeia Boa Esperança, Terra Indígena Kaxinawá do Rio Jordão, localizada no município de Jordão, estado do Acre.

As ações desenvolvidas compõem o quadro de atividades previstas no projeto “Reutilização de madeira para a confecção de móveis, esculturas e outros objetos de uso”, realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Acre (SEMA) e aporte financeiro do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), cujo ponto focal consiste em manter e revitalizar aspectos culturais das populações indígenas, bem como favorecer o surgimento de novas alternativas econômicas a 146 jovens residentes em 05 Terras Indígenas do estado do Acre através do ensino de técnicas de produção moveleira, peças artísticas e utensílios étnicos a partir da reutilização de madeiras jazidas em espaços como os roçados, a floresta e o leito dos rios.

O primeiro ciclo de oficinas contou com a presença de 38 jovens alunos artesãos de diversas aldeias da TI Kaxinawá do Rio Jordão, os quais foram orientados pela assessoria técnica da AMAAIAC e acompanhados por 20 Agentes Agroflorestais Indígenas (AAFIs) formados daquela região.

Segundo o AAFI Aldenir Paulino Pinheiro Kaxinawá, morador da Aldeia Nova Aliança, o projeto representa uma oportunidade de adquirir novos conhecimentos, bem como possibilita uma maior compreensão do panteão de atividades desenvolvidas pelos Agentes Agroflorestais Indígenas. Para ele, essas ações fortalecem aspectos culturais dos povos através do incentivo à produção de peças míticas e enriquecem a formação dos jovens daquelas aldeias.

Para mim é muita gratidão trazer mais conhecimento para nós, agente agroflorestal e para os mais jovens. Nós, que já estamos formados, estamos ensinando aqueles que vem querendo aprender como nosso aluno, como agente agroflorestal novato. Estamos levando conhecimento para mais outras comunidades, para eles aprenderem e conhecerem o trabalho do agente agroflorestal desenvolvido na nossa terra. […] Os nossos alunos estão trabalhando e a gente vêm ensinando eles. Pra mim é muita gratidão essa oficina de 12 dias. Estão formando os nossos alunos sobre como fazer o trabalho de arte e ofício e trazendo as histórias de antigamente. Agora eles tão transformando essa história, desenhando, fazendo arte e ofício, fazendo banco, desenho no banco. Isso é o significado da nossa história passada (Aldenir Paulino Pinheiro Kaxinawá, Aldeia Nova Aliança, TI Kaxinawá do Rio Jordão, 23/11/2017).

Utilizando técnicas de entalhe manual, a produção das peças seguiu imprimindo motivos e traços da mitologia indígena na matéria-prima coletada, dando luz a obras que tributam encantados como Yube Nawã Aibu e Yube Nawã Bushka.

Ao final das oficinas foram produzidos 22 bancos com altura variando entre 50 e 60 centímetros; 19 gamelas com formas, empunhaduras e entalhes variados; 02 colheres e 46 esculturas de seres mitológicos; totalizando 89 peças as quais serão expostas para comercialização na cidade de Rio Branco ainda no segundo trimestre de 2018.T


“AMAAIAC dá início a projeto de fortalecimento de SAFs em Terras Indígenas do Acre”.

Foi realizada entre os dias 15 e 22 de novembro de 2017 a oficina “Sistemas Agroflorestais: Capacitação em técnicas de plantio de mudas de espécies frutíferas“, na Terra Indígena Kaxinawá da Colônia 27, no município de Tarauacá, Acre.  Essa é uma ação prevista no plano de gestão Fortalecendo a Produção Agroflorestal Familiar Indígena do Acre, que visa fortalecer a cadeia de valor de frutíferas no estado. Essa foi a primeira de 10 oficinas a serem realizadas em 05 terras indígenas (TIs).

Durante a oficina foram realizadas atividades de assistência técnica, fornecimento e plantio de mudas e a construção de viveiros nas TIs contempladas pelo plano de gestão. Na Terra Indígena colônia 27, 17 famílias foram beneficiadas com um total de 6.868 mudas de 6 espécies  frutíferas (acerola, graviola, castanha, maracujá, açaí solteiro e açaí de touceira).

Além de apoiar a diversificação agroflorestal e a recuperação de áreas degradadas, as ações do projeto irão contribuir também com a continuidade na atuação e formação de Agentes Agroflorestais Indígenas – AAFIs. As atividades do projeto reiniciarão ainda no mês de janeiro, com a realização da mesma oficina na T.I. Kaxinawá do Igarapé do Caucho.

Na segunda fase do projeto irão ser construídas 05 casas de beneficiamento de polpas de frutas em 04 TIs, além de oficinas de capacitação para tal atividade. O apoio ao beneficiamento adequado da produção de frutas contribuirá com o fortalecimento da segurança alimentar das famílias beneficiadas, melhoria na qualidade da merenda escolar e também com a comercialização da produção nos municípios.

Ao final da execução do projeto 145 famílias terão sido envolvidas em atividades de plantio de 58.580 mudas em 72,5 hectares de áreas alteradas, promovendo a diversificação do trabalho e geração de renda. As Terras Indígenas contempladas pelo projeto são: T.I. Kaxinawá da Colônia 27; T.I. Kaxinawá do Igarapé do Caucho; T.I Kaxinawá do Baixo Rio Jordão; T.I Katukina-Kaxinawá e T.I Katukina do Campinas.

O referido plano de gestão faz parte de um convênio firmado entre a AMAAIAC e a Secretaria de Estado de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (SEAPROF) dentro do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Acre  – PDSA II. Tendo como financiador o Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID.

Foto: Dante Coppi Novaes

Por: Ana Cláudia Francisco Salomão