Sobre a Amaaiac

Em 1996 surgiu a proposta de formação dos Agentes Agroflorestais Indígenas (AAFIs), novos atores sociais responsáveis por realizar um trabalho educativo e participativo junto às comunidades indígenas e seu entorno para garantir que a gestão dos territórios proporcione um melhor nível de qualidade de vida para as populações que neles vivem. Junto a esta formação inicio-se o Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre, que em outubro de 2002 fundou a Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre – AMAAIAC, como entidade capaz de representar junto ao poder público e a sociedade civil a luta dos povos indígenas pelos direitos relativos à terra, saúde, educação e meio ambiente.
Uma das maiores conquistas do Movimento em termos de políticas públicas, socioambiental e indígena da Amazônia brasileira foi o reconhecimento pelo governo do Acre, no ano de 2005, através da Secretaria de Estado de Assistência Técnica Agroflorestal e Produção Familiar – SEAPROF, o pagamento de uma bolsa auxílio para 69 Agentes Agroflorestais Indígenas de 16 Terras Indígenas, em 10 municípios do estado do Acre, para realizarem o trabalho que vai desde o incremento da soberania e diversidade alimentar nas aldeias, apoio nas ações ligadas à regionalização da merenda escolar, recuperação de áreas degradadas, fortalecimento da economia familiar através da comercialização da produção, até a transmissão de conhecimentos e práticas, culturalmente fundados, para a Gestão Territorial e Ambiental das Terras Indígenas na Amazônia brasileira.

Objetivos da AMAAIAC

  • Defender, perante os órgãos públicos, a implementação e melhoria de políticas voltadas para a formação e o exercício das atividades dos Agentes Agroflorestais Indígenas;
  • Estimular e apoiar as ações nas aldeias indígenas que possibilitem condições adequadas às atividades dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre;
  • Desenvolver, apoiar e estimular ações de pesquisa, preservação, conservação, registro, valorização, educação, divulgação e defesa dos conhecimentos tradicionais coletivos, das manifestações culturais e educacionais dos Povos Indígenas do Acre e da biodiversidade;
  • Promover intercâmbio com etnias indígenas e organizações governamentais e não governamentais, dentro e fora do Brasil;
  • Incentivar e apoiar, nas comunidades indígenas, a produção de produtos orgânicos e extrativistas para a soberania alimentar;
  • Representar e defender judicialmente e extrajudicialmente, os interesses e direitos dos Agentes Agroflorestais e das comunidades indígenas do Acre, bem como outros relativos ao meio ambiente, às terras e às culturas dos povos indígenas do Acre.